domingo, 17 de março de 2013

Banho demais faz MAL!

Banho demais faz MAL!

Conheça algumas dicas para manter seu pet limpo e saudável.
Uma coisa é certa: as pessoas que amam seus animais de estimação querem vê-los sempre felizes, confortáveis e sadios. E com o grande crescimento do mercado pet, que a cada dia lança uma infinidade de produtos de higiene e estética, muitos donos não seguram a euforia para ver seus bichinhos sempre mais cheirosos e usando os acessórios da moda.
Higiene é bom, mas não foge à regra e banhos em excesso podem fazer mal à saúde de cães e gatos. “Embora muitos proprietários tratem seus pets como se fossem gente, é bom lembrar que eles não são e que suas necessidades higiênicas são muito diferentes das nossas. Aquelas pessoas que acreditam que cães e gatos podem tomar banhos diários devem ficar atentas, pois estão deixando seus melhores amigos expostos a alergias e outras doenças”
Periodicidade / Frequência dos banhos– Alguns fatores devem ser levados em consideração para determinar o intervalo entre um banho e outro:
- Filhotes que ainda não foram vacinados devem evitar banhos em pet shops. O ideal é que o primeiro banho seja dado em casa, a partir dos dois meses de vida, utilizando água morna e sabonete ou xampu próprio para filhotes. O horário ideal para o banho é entre 11h e 15h, e a secagem deve ser feita com o auxílio de um secador. Banhos em empresas especializadas só devem acontecer após o término do esquema de vacinação e vermifugação.
- Banhos em animais com pelos curtos são indicados a cada 15 dias no verão, e a cada 30 dias no inverno.
- Os gatos podem seguir o mesmo esquema: banhos a cada 15 ou 30 dias; porém a escovação do pelo deve ser feita toda semana.
- Os cães com pelos longos, que necessitam de escovação diária, fazem parte de uma exceção e podem tomar banhos com intervalos de sete ou 15 dias.
Se mesmo antes do intervalo do próximo banho o odor do pet estiver mais forte, Dro Augusto dá a dica:
Existem no mercado alguns produtos conhecidos como ‘banho seco’. Com o auxílio de um pano, o proprietário pode promover uma limpeza superficial do pelo do animal, deixando-o com o odor mais agradável e evitando o banho antes do período certo. Estes produtos também são indicados para os filhotes.
Outros cuidados – A hora do banho é o momento ideal para colocar em dia a higiene de outras áreas do corpo, como os ouvidos, cujos canais auditivos devem ser limpos para evitar o acúmulo de cera; os dentes, que só podem ser higienizados com escova e cremes próprios para animais, o que pode acontecer toda a semana, se o pet estiver habituado; e as unhas, que dependendo do crescimento, podem ser aparadas a cada 10 dias, mas sempre por profissionais especializados.
Animais de estimação limpos e cheirosos são tudo de bom, e respeitando estas dicas você ainda garante a saúde do seu melhor amigo.
O mais indicado é que os banhos sejam feitos a cada 15 dias no verão, e a cada 30 dias no inverno

domingo, 3 de março de 2013

A iimportância da higiene bucal para câes e gatos

Uma higiene dentária deficiente nos cães e gatos pode causar sérios problemas de saúde, incluindo as dolorosas doenças gengivais e perda de dentes. O problema começa com o acúmulo de placa bacteriana e posterior formação de tártaro sobre os dentes causando as doenças periodontais, ou seja, doenças dos tecidos que revestem , que sustentam e rodeiam os dentes - gengivas, ligamento periodôntico, osso alveolar, e superfície de cemento (tecido ósseo que reveste a raiz do dente). A doença periodontal é a afecção oral mais freqüente encontrada e a mais comumente vista na prática de pequenos animais (cães e gatos).

A gravidade da doença periodontal está relacionada com a quantidade de placa presente nos dentes e com a idade do animal, pois é uma doença mais comum nos idosos. Os cães de raças pequenas são afetados mais precocemente dos que os de raça grande e também de forma mais grave. Sabe-se ainda que esta infecção pode se propagar através da corrente sangüínea da boca para outros órgãos internos como o coração, o fígado e os rins e também articulações, prejudicando a saúde e encurtando a vida de seu cão ou gato.
A placa bacteriana é um depósito sobre os dentes de um material constituído por agregação de bactérias de forma concentrada, aderente e em constante crescimento. As bactérias colonizam todas as estruturas bucais e acumulam-se na superfície dentária. A coroa dentária é em primeiro lugar coberta por uma película composta de glicoproteínas, polipeptídeos e lipídeos de origem salivar. Algumas bactérias Streptococcus sp,

Actinomyces sp, etc., com propriedades adesivas colonizam a película presente e formam a placa bacteriana. Com o espessamento e maturação da placa dentária, a sua composição se altera, causando o desenvolvimento da doença periodontal, devido à evolução de uma flora de bactérias predominantemente aeróbicas para anaeróbicas. Com cerca de algumas semanas após a formação da placa, ocorre sua mineralização formando assim o tártaro.

A placa dentária é o fator etiológico primário (o fator causal) responsável pela gengivite. Convém salientar que a placa não é um resíduo alimentar. A dieta é que desempenha um importante papel na formação e maturação da placa. Uma dieta de consistência macia e aderente induz a aumento de formação de placas e conseqüente gengivite maior do que uma dieta de consistência dura e fibrosa. EVOLUÇÃO DA DOENÇA PERIODONTAL EM CÃES E GATOS


Boca saudável, gengiva rósea, sem presença de mal hálito.


Gengiva inflamada, mais avermelhada, dolorida e apresentando sangramento ao toque.


Gengiva muito inflamada, presença de tártaro e com forte hálito.


Retração da gengiva, tártaro em abundância, presença de pus, dentes frouxos e mais intenso mal hálito.
Caso não haja o cuidado preventivo de retirada destas placas, num período de poucos anos teremos os envolvimentos clínicos e subclínicos que, por serem de progressão lenta, inicialmente o proprietário associa estas modificações à idade avançada ou perda da jovialidade do animal. Entretanto nesta fase, com freqüência danos irreparáveis já ocorreram.

Uma modificação nos hábitos de comer e halitose (hálito com odor fétido) podem ser os primeiros sintomas a serem notados pelo proprietário, posteriormente teremos as doenças periodontais, ou seja, inflamações das bordas gengivais, aumento da área de retenção de alimentos, infecções purulentas, gengivites, dentes frouxos, queda de dentes, dor quando mastiga, depressão e perda de peso. Nos cães e gatos jovens a doença periodontal mais comum é a gengivite, enquanto que nos mais velhos, predomina a frouxidão óssea e a queda de dentes.

Atualmente recomenda-se como forma preventiva um programa de higiene bucal que inclui escovação regular dos dentes com escovas e pastas especialmente formuladas para animais, pois dentifrícios humanos, se ingeridos, contém substâncias nocivas aos animais, podendo causar problemas estomacais e até intoxicação. A escovação diária é a melhor forma de prevenirmos o acúmulo de tártaros e conseqüente doenças periodontais. Para condicionar o animal, aconselha-se sempre dar uma recompensa após manipular a boca.
A cárie dentária é relativamente rara nos cães e gatos devido a dieta ser geralmente baixa em carboidratos fermentáveis, propiciando um pH da saliva alcalino, o que tende a neutralizar os ácidos orais. Por outro lado, a doença periodontal acomete por volta de 85% dos animais adultos, num grau de moderado a severo, com o agravante de ser uma patologia que não tem cura. Por esta razão, é importante ser instituído um programa de prevenção para se obter uma boa saúde bucal.

Problemas de mal hálito, gengivite, sangramento e retração gengival, presença de tártaro, dentes com mobilidade ou ausentes, dor ao abrir a boca, perda do apetite, dificuldade em apreender e mastigar os alimentos, todos estes fatores indicam a necessidade de uma visita ao médico veterinário. Normalmente é feita uma limpeza com um aparelho de ultra-som, o qual remove todas as placas com segurança através de vibrações, da mesma forma como é feita em pacientes humanos. Entretanto, como os animais não entendem o que está sendo feito, é necessária a utilização de anestesia geral.
Graças ao desenvolvimento da medicina veterinária, existem técnicas anestésicas bastante seguras para os animais, principalmente os mais idosos, através do emprego da anestesia inalatória, anestesia esta em que o animal fica entubado respirando uma mistura de oxigênio com o gás anestésico, reduzindo assim bastante o risco da anestesia.

A Policlínica Veterinária de Cotia está capacitada em orientar, identificar os problemas instituindo um tratamento preventivo correto e oferecer adequados serviços de higiene bucal, com o intuito de proporcionar uma maior expectativa e qualidade de vida aos seus animais.

Comportamento Animal

Começamos o ano com algumas dicas que derrubam mitos sobre comportamento canino. Esse texto é o primeiro de uma série que pretendemos apresentar nas próximas semanas, com o objetivo de auxiliar os tutores no sentido de lograrem uma relação mais harmoniosa e de entendimento com seus cães.
A primeira dica diz respeito à crença de que um cachorro velho não pode aprender novos truques. Isso é falso: cães velhos não só podem aprender truques novos, como também prosperar quando treinados. Enquanto um cão é mentalmente e fisicamente capaz de aprender a executar um comportamento e está devidamente motivado, é perfeitamente possível a treiná-lo.
Outra dúvida que, volta e meia, escutamos: um cão não deve dormir com o tutor, pois ele vai pensar que é o líder da matilha e vai se comportar mal. Bobagem: assim como os humanos, os cães simplesmente querem um lugar confortável para se deitar. Se o conforto pode ser combinado com estar ao lado de seu amado humano melhor ainda. Dormir na cama ou descansar no sofá não têm efeitos adversos em relação ao comportamento.
E quando o cão faz uma travessura? Devemos esfregar o nariz dele na bagunça para ele saber que fez errado? De forma alguma! Quando você esfrega o nariz de um cão em sua própria bagunça, muitas vezes ele não vê nenhuma relação entre isso, a travessura em si e o fato de estar sendo castigado. Em vez disso, esfregar o nariz ensina que os seres humanos são perigosos e imprevisíveis, tornando o aprendizado ainda mais complicado.
Outra máxima que deve ser combatida: cães adultos e de abrigos têm um passado pesado demais. É melhor adotar um filhote para começar a educá-lo do zero. Falso! Muitos cães do abrigo são bem-comportados e os mais velhos são candidatos ideais para pessoas que querem pular as fases de treinamento do filhote de cachorro, como a mastigação e os choramingos à noite.
E sobre a vida social dos cães? Muitas pessoas acreditam que todos devem gostar de estar no meio de outros cães e que esse convívio é essencial para eles, como ir para a praça e se relacionar com seus amiguinhos. Nem sempre é assim. Alguns cães (especialmente os mais idosos) podem preferir a solidão e apenas um pequeno e seleto grupo de pessoas. Os cães também têm suas próprias preferências quando se trata de outros caninos. Outras vezes, os cães não podem desfrutar de camaradagem canina, mas mesmo que muitos gostem de desfrutar do parque, nem todos gostam da idéia de ter dezenas de outros cães brincando em torno deles.

E quando ao líder da matilha? Muitas pessoas reclamam que o cão está tentando mostrar que está no comando e não dá ouvidos aos tutores. Falso. As razões mais realistas que justificam o fato de um cão não fazer o que está sendo pedido é porque ela não entende o que está sendo solicitado, ou o cão não tem a devida motivação para querer desempenhar o comportamento. Por exemplo, a maioria dos cães não vem quando são chamados porque o retorno não vale a pena. Comece a estimular a aproximação dele e a realização de tarefas com pequenos prêmios. Seja consistente e previsível na relação com seu animal.

sábado, 10 de março de 2012

A Influência da alimentação na saúde bucal dos pets

Mau hálito, perdas dentárias, dor ao se alimentar, diminuição do apetite, emagrecimento e até doenças cardíacas. Estas são só algumas das consequências da falta de cuidados com a saúde bucal de seu pet.
Reflexo direto da falta de cuidados com a saúde oral, o cálculo dental, popularmente conhecido como tártaro, é o grande responsável pela doença periodontal (inflamação e infecção de dentes e gengiva). Hoje, aproximadamente 85% dos cães e gatos apresentam algum grau de doença periodontal.
Hoje, aproximadamente 85% dos cães e gatos apresentam algum grau de doença periodontal. - FlickrHoje, aproximadamente 85% dos cães e gatos apresentam algum grau de doença periodontal.
Crédito: Flickr
Assim, um conjunto de cuidados deve ser instituído com o intuito de minimizar ou prevenir o problema. Os cuidados com a saúde oral dos pets incluem basicamente os seguintes pontos: o fornecimento de uma dieta seca adequada, a escovação diária dos dentes e o oferecimento de snacks ou soluções específicos para este fim.
A dieta oferecida influencia a saúde bucal, por meio de sua composição nutricional e textura, pois estes são fatores que interferem de forma química e mecânica para a prevenção do problema.
Estudos comprovam que cães que recebem alimentos secos, com grânulos mais firmes e maiores têm menor tendência a formar o tártaro, uma vez que o maior atrito durante a mastigação favorece a remoção e evita o acúmulo dos restos alimentares que darão origem à placa bacteriana e, posteriormente, ao tártaro.
Assim, é fundamental que o cão receba um alimento com tamanho, formato e consistência adequados ao seu porte e idade, para que a mastigação seja exigida e a ação mecânica de prevenção aconteça.
Atualmente, o mercado dispõe de diversas rações comerciais de alta qualidade, que além de levarem em conta as características do grânulo, incluem em sua formulação substâncias especiais e específicas para a prevenção do tártaro, como o hexametafosfato de sódio. O hexametafosfato de sódio é um ingrediente interessante, pois, diferente de outras substâncias com esta finalidade, sua ação não depende da mastigação, além de ser seguro e efetivo.
O uso sistemático de uma ração com este benefício é um grande aliado da saúde bucal, uma vez que a dieta é naturalmente consumida pelo animal de estimação, permitindo um cuidado diário prático e eficaz.
Algumas considerações importantes:
- algumas raças possuem maior predisposição ao tártaro do que outras, como o Maltês, Yorkshire, Poodle, Shih Tzu, entre outros, e as dietas específicas para estas raças já incluem estes cuidados.
- os biscoitos caninos auxiliam na prevenção do tártaro, porém contêm calorias e em excesso podem desbalancear a alimentação. Dê preferência para ossinhos ou tiras de couro mastigáveis, bem como para os brinquedos voltados a este fim.
- é fundamental entender que, caso o animal de estimação já tenha o cálculo dental instalado, será necessário um tratamento periodontal para a remoção e logo após instituir um programa preventivo integrando dieta adequada e cuidados de higiene oral.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Epilepsia Canina

Os animais também podem ter epilepsia, no caso de cães ela é geralmente hereditária (aparecendo até os 6 meses de idade), porém podem acontecer ataques por fatores como envenamento, vermes e até chocolate (que possui alguns ingredientes tóxicos para cães), mas basicamente a doença é adquirida através de distúrbios no cérebro (por sequelas de cinomose, traumatismos cranianos, tumores cerebrais, etc.).O tratamento a base de medicamentos para essa doença deve ser recomendado por um veterinário, pois ele verificará qual o "grau" da epilepsia do cão. Mas geralmente é feito através de fenobarbital ou anticonvulsivo.OS SINTOMAS DA DOENÇA:Geralmente aparecem quando o cão atinge 1 a 3 anos de idade. Os ataques epiléticos podem acontecer a qualquer momento e não tem um "aviso" que precedem novos ataques. Os ataques podem ser leves (o cão baba, fica fazendo movimentos desordenados com a cabeça) ou mais graves (o cão cai no chão - na maioria dasvezes de lado -, baba, balança as pernas - como se tentasse se levantar -), ou ainda ataques de causas distintas a essas descritas. Os ataques podem levar segundos ou minutos.
COMO NOTAR SE MEU CÃO SOFRE DE EPILEPSIA? Existem duas formas principais para a manifestação da epilepsia que são: o cão fica parado, com os dentes cerrados, late ou geme, pode ter perda de respiração ou acelera-la, as pupilas ficam dilatadas, o cão vomita, e ainda pode perder a consciência e ter convulsões, a outra causa é a seguinte: o cãocorre parecendo impaciente, fazer movimentos (em geral) repetitivos.
O QUE FAZER NO MOMENTO DO ATAQUE EPILÉTICO?É importante que fique junto com ele, verifique a duração do ataque, segure seu animalzinho e tente acalmá-lo, não faça muito barulho, não deixe outros animais por perto. E claro, chame o médico veterinário, pois além de ser uma doença perigosa (principalmente para os mais idosos) tem casos que necessitam de tratamento urgente, são aqueles ataques que ultrapassam dos 5 minutos

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Castrar ou não Castrar eis a questão ! Mitos & Verdades

 
Acasalar não melhora o gênio do cão macho.
Castrar não é frustrar o animal
Castrar o macho não obrigatoriamente deixa: mais calmo, menos destrutivo, mais afetivo com crianças.
Os comportamentos sexuais dos machos e fêmeas continuam durante algum tempo.
O macho castrado pode ser atraído por uma fêmea no cio.
Idade para castrar: antes ou depois do primeiro cio. Nunca depois que teve pelo menos uma cria.
Após a castração não obrigatoriamente se observa aumento de peso

Efeitos da Castração sobre machos


COMPORTAMENTO

ALTERAÇÕES OBSERVADAS
Agressão a outros machosRedução em 60 %
Redução rápida em 25 %
Redução gradual em 35 %

sem efeito em 10 %
Dominância sobre o donoRedução ao redor de 50 %
Marcação com urinaRedução em 50 %
Redução rápida em 20 %
Redução gradual em 30%
Predisposição para montar outros cães e pessoasDeclínio para montar em fêmeas no cio
Marcação com urina na casaRedução em 50 % dos casos
Redução rápida em 20 %
Redução gradual em 30 %
Tendência para fugir e andar solto (andarilho)Redução em 90 % dos casos
Redução rápida em 45 %
Redução gradual em 45 %
sem efeito em 10 % dos casos
Efeitos e vantagens da castração - Fêmeas
Ausência de comportamentos sexuais (cio, prenhez, pseudociese)
Ausência dos comportamentos típicos de estro : movimentação, vocalizações, Nervosismo
Evita prenhez indesejada
Evita superpopulação
Evita eutanásia
Evita o risco de infecção e trauma do coito
Evita complicações de gestação e parto
Evita infecções uterinas
Diminui o risco de tumor de mama (principalmente se castrada antes do primeiro cio)
Evita stresse físico e emocional de cio e pseudociese repetidos

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DERMATITE AGUDA HÚMIDA


O que são dermatites agudas húmidas?

As dermatites agudas húmidas (DAH), também designadas de dermatites piotraumáticas ou hot spots, são lesões bacterianas da pele localizadas. As DAH surgem quando ocorre uma irritação localizada da pele que produz inflamação e comichão. Consequentemente, o animal lambe e mordisca a região, o que ainda exacerba ainda mais o processo inflamatório.


Qual é a causa de uma dermatite aguda húmida?

As DAH surgem quando algo irrita a pele e se inicia um ciclo de comição-coçar. Causas comuns incluem pulgas, processos alérgicos, doenças parasitárias, doenças dos sacos anais, picada de mosquitos, moscas ou carraças. As DAH são comuns na época do Verão, e surgem com mais frequência na região lateral da cabeça ou nos flancos.


Como se diagnosticam as DAH?

-Tipicamente, o animal apresenta:
-Áreas com perda de pêlo, pele vermelha, húmida e exudativa;
-Comichão intensa;
-Em alguns casos, a pele apresenta-se com crostas.


Como se tratam as DAH?

-Rapar e limpar as áreas afectadas com soluções antibacterianas adequadas.

-Interromper o ciclo de comichão-coçar, para prevenir a automutilação. A administração oral de medicação é instituída de acordo com as características da lesão.

-Quando há infecção bacteriana secundária, esta deve ser tratada. Em alguns casos é necessário prescrever um antibiótico adequado.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Verme do Coração - Filária




Queridos Leitores , ja postei este mesmo assunto a algum tempo , mas estamos atravessando uma época de muita chuva e o verão chegando e principalmente porque vivemos em uma região de Mata Atlantica . Temos um aumento significativo de eclosões de ovos e consequentemente de nascimentos de mosquitos. Assim achei que seria um ótimo tema como ALERTA para esta época .
O que é a filaria ?


A Dirofilariose é uma doença
debilitante e potencialmente fatal para os cães. A causa desta doença é um verme a Dirofilaria immitis, que se aloja principalmente no ventrículo direito e a
artéria pulmonar. O gato é ocasionalmente infectado.
O ciclo da Dirofilariose começa quando o mosquito ao se alimentar de um cão previamente infestado, recebe a microfilaria (ovos) através do sangue do cão. No mosquito a microfilaria se desenvolve em larva infestante (2 a 3 semanas), quando o mosquito for se alimentar novamente a larva penetra através do local da picada e ocorre um período de desenvolvimento da larva e uma migração até o coração esta fase toda demora
entre 2 a 4 meses até que ao chegar no coração, a dirofilaria imatura se
desenvolve em filaria adulta sexualmente ativa (num período de 2 meses).
A partir daí havendo uma filaria de cada sexo, ocorre o acasalamento e as microfilarias (ovos) são liberadas na circulação sanguínea, onde um mosquito ao se alimentar recomeça todo o ciclo.


Qualquer cão está sujeito a filariose, porém as regiões litorâneas são áreas de maiores riscos devido à proximidade de florestas e Mata Atlântica que aumenta o número de mosquitos. A região de serra indiretamente também já se encontra alguns casos, pois muitas pessoas que possuem casa de praia, também as possuem na região serrana, com isto o cão leva de um lado para o outro as microfilarias. Os sinais clínicos e grau de infecção
dependerão, entre outras coisas, da susceptibilidade individual de cada animal, assim como a duração e severidade da infecção. Quando as filarias adultas estão presentes, podem causar inflamação das paredes das artérias no pulmão, obstruindo vasos sanguíneos e consequentemente alterando o fornecimento sanguíneo aos órgãos vitais. A partir dai uma série de problemas vai se desenvolvendo uma coisa linterligada a outra.
A maioria dos proprietários de cães não se dão conta que seu animal
de estimação esta com filaria,
até que a doença esteja bem avançada .
Somente nos últimos estágios, quando a doença é difícil de se tratar, os animais apresentam os sintomas típicos da doença: tosse crônica (inicialmente seca), respiração difícil, apatia, fadiga (devido a qualquer pequeno esforço), perda de peso e abdômen distendido causado pelo acúmulo de líquido (ascite devido à doença cardíaca crônica digestiva).


Existem alguns exames laboratoriais feitos através da retirada de sangue do cão que avaliam a existência ou não de filaria e até mesmo o grau de infestação. Existe terapia para os animais já acometidos pela doença, contudo o seu veterinário deverá avaliar a situação, pois cada caso é um caso diferente e dependerá quão quanto o organismo do seu cão estará debilitado. Por outro lado há como evitar que o seu cão venha a ter
esta doença desde filhote.

Consulte o seu veterinário para
maiores esclarecimentos. Dr. Augusto Nogueira 73 91417537 ou 73 99833029 Vet. Cãominhão - Atendimento em Trancoso e na regiao do Sul Da Bahia.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Parvovirose


 


Sintomas

No cão a doença manifesta-se de duas formas, a
endémica, que é a
mais frequente, e a miocárdica, que provoca a morte súbita do
cão .


Forma endémica

Na forma endémica, as primeiras manifestações da doença são a febre,
que pode atingir os
41º, sonolência, falta de apetite, vómitos, por vezes
tosse e inflamação dos
olhos (conjuntivite).

A doença desenvolve-se pela inflamação da faringe e amígdalas, onde
se replica,
atingindo depois o aparelho digestivo, a começar pelo estômago e
estendendo-se
depois a outros órgãos como os intestinos e fígado. Nesta fase
as fezes
apresenta-se esbranquiçadas, sanguinolentas e sob a forma de
diarreia.

Pode ser diagnosticada no post-mortem, dado não existirem sinais
clínicos da doença no
animal enquanto vivo.


Combate ao vírus

O vírus é muito difícil de combater e eliminar por ser muito
resistente. Em condições
normais de temperatura e de humidade, o vírus pode
permanecer no meio ambiente
durante vários meses.

Uma forma de minimizar o contágio é evitar o contacto do cão com
outros cães
infectadoe e respectivas fezes. O
animal doente deve
ser isolado de outros animais e mesmo do homem, afim de
impedir-se a propagação
do mal.







Vacinação

Início - 6 Semanas .

Repetir com 8 e 12 Semanas .

Obs - Certifique a procedência da vacina escolhida .

Zoonose Animais Silvestres


As zoonoses são definidas como doenças ou infecções naturalmente transmissíveis entre os animais vertebrados e o homem ou vice versa, estão distribuídas por todo o globo em níveis de ocorrência variáveis de acordo com fatores ambientais de natureza físico-química-biológica e inclusive sócio-econômico-culturais. Os animais vertebrados que albergam os agentes etiológicos das zoonoses são: os animais silvestres, os animais domésticos (produção, trabalho e companhia) bem como os animais sinantrópicos, que são o principal alvo das ações de controle destinadas ao bloqueio do aparecimento de casos de zoonoses em seres humanos.
A Saúde Pública Veterinária é a área do conhecimento que tem por objetivo a racionalização das ações destinadas ao:
1) controle das zoonoses;
2) controle das doenças humanas veiculadas pelos alimentos de origem animal;
3) controle da poluição ambiental de origem animal;
4) emprego de modelos animais para o estudo de doenças que acometem os seres humanos (STEELE, 1979).
A despeito de nos últimos anos ter ocorrido um grande avanço no controle das doenças transmissíveis humanas de hospedeiro único, decorrente do desenvolvimento e aprimoramento de ações terapêuticas ou imunoprofiláticas, as zoonoses continuam a ser um grande desafio pois os hospedeiros animais ampliam as possibilidades de persistência dos agentes infecciosos ou parasitários no ecossistema. Quando um país importa animais que não fazem parte da sua fauna natural devem ser considerados alguns riscos:
1) possibilidade da introdução de novas doenças transmissíveis,
2) possibilidade da introdução de novos reservatórios para os agentes etiológicos de doenças pré-existentes,
3) a possibilidade da criação de um desequilíbrio ambiental com interferência sobre a fauna local.
Destaque-se que o papel dos animais vertebrados como fontes de infecção e portanto reservatórios de agentes de doenças transmissíveis para os seres humanos, inclui pelo menos duas condições: doentes e portadores. Se os doentes desempenham um papel limitado, devido as restrições que a própria situação clínica provoca, os portadores encerram uma importância epidemiológica muito grande pois aparentam perfeito estado de saúde e não suscitam cuidados daqueles que são responsáveis pela sua manutenção e movimentação.
As três modalidades de portadores conhecidas são a de incubação, convalescentes e sadios. Essas modalidades induzem ao emprego de medidas profiláticas próprias, que incluem procedimentos de quarentena e vigilância epidemiológica apoiados em recursos diagnósticos sensíveis e específicos.
Os animais exóticos têm sido introduzidos em áreas geográficas específicas com finalidades distintas: produção de alimentos (javali, avestruz), modelo biológico para investigações científicas (hamster, gerbil, primatas), educação e conservação (Zoológicos e similares), participação em feiras ou exposições, atividades de lazer (circos), esportivas (competições) e inclusive como animais de companhia.
De todas estas possibilidades o animal de companhia é o que estabelece o grau máximo de proximidade com os seres humanos e com isto cria o maior risco para a introdução de zoonoses no próprio domicílio. Dentre os animais de companhia, considerados como exóticos, que nos últimos anos têm apresentado uma expansão crescente em todo o mundo são referidos os répteis (tartarugas, iguanas e cobras), as aves (psitacídeos) e o furão ou ferret.
Do exposto, depreende-se que, a importação de animais exóticos para diferentes finalidades envolve sempre um risco da importação de agentes etiológicos de zoonoses, cujas conseqüências podem variar na dependência dos fatores climáticos e sócio-econômico culturais do País importador. A prevenção e o controle dos problemas decorrentes destas práticas apoia-se no estabelecimento de legislações específicas centradas na comprovação das condições de manejo e saúde dos centros exportadores, quarentena, vigilância epidemiológica permanente e educação dos importadores quanto aos riscos existentes e as condutas específicas destinadas ao bloqueio da cadeia de transmissão das zoonoses.
As principais zoonoses veiculados por animais silvestres descritas até hoje foram: Campylobacter sp, Aeromonas sp, Enterobacter sp, Klebsiella sp, Proteus sp, Mycobacterium sp e Salmonella sp.
Entre as zoonoses citadas a cima uma das mais importantes e mais comum é a salmonella que é uma bactéria usualmente encontrada no trato intestinal de animais domésticos e selvagens, especialmente das aves e dos répteis. Nos animais, o estado de portador é comum. Inúmeros sorotipos de Salmonella são patogênicos para os animais e o homem. Em muitos países em que há vigilância de Salmonella, a Salmonella typhimurium e a Salmonella Enteritidis são as mais freqüentemente identificadas.
As pessoas que se infectam com Salmonella podem apresentar uma doença chamada salmonelose, vindo a manifestar alguns dos seguintes sinais e sintomas: mal estar, cefaléia, anorexia, febre, cólica, vômito/náusea, diarréia e desidratação. O período de incubação mínimo é de 6 horas e o período de incubação máximo é de 72 horas, sendo que, na maioria dos casos, o período de incubação varia entre 12 e 48 horas. A doença clinicamente manifestada, em pessoas até então saudáveis, costuma ser auto limitada e durar de 4 a 7 dias, porém o indivíduo pode continuar eliminando os microrganismos através das fezes em período posterior à cura clínica. A administração de antibióticos pode aumentar o tempo de excreção fecal dos microrganismos. O estado de portador é raro no homem.
As pessoas podem expor-se à Salmonella de várias maneiras, porém a mais comumente documentada á através da ingestão de alimentos de origem animal (carne, frango, leite ou ovo) contaminados com esta bactéria e ingeridos crus ou insuficientemente cozidos. Eventualmente outros alimentos que estiverem em contato com a água contaminada, tais como moluscos bivalvos e verduras, também podem ser contaminados. Assim, a salmonelose está classificada como uma enfermidade transmitida por alimentos (ETA). Tais relatos tem divulgado aumento no número de surtos-epidêmicos causados por um tipo específico de Salmonella, a Salmonella Enteritidis.
O tratamnento em geral a salmonelose é autolimitada. O tratamento é sintomático com reposição hídrica e de eletrólitos, utilizando antitérmicos e antieméticos. Pacientes com desidratação grave devem receber hidratação intravenosa. Os inibidores do peristaltismo podem favorecer a invasão bacteriana sendo contra-indicados.
O uso de antibióticos não abrevia a doença e pode aumentar o período de excreção da salmonela. Os antibióticos são recomendados para pacientes menores de três meses, idosos, pacientes com doenças de bases e/ou imunodeficientes.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Piometra

De uma forma simplificada, a piómetra é uma infecção do útero. No entanto, a maioria dos casos de piómetra são mais difíceis de tratar que uma simples infecção. 

A infecção da parede do útero ocorre devido a certas modificações hormonais. Após o estro (“cio”), os níveis de progesterona (uma das hormonas envolvidas no ciclo menstrual) permanecem elevados durante 8 a 10 semanas, provocando um espessamento da parede do útero como preparação para a gravidez. Se a gravidez não ocorrer após vários ciclos, a espessura da parede continua a aumentar até que se formam quistos no seu interior. A parede quística espessada produz fluídos que criam o ambiente ideal para o crescimento de bactérias. Além disso, os níveis elevados de progesterona inibem a capacidade de contracção dos músculos da parede do útero, conduzindo à acumulação nociva destes fluídos. 

Que outras situações podem causar estas alterações no útero? 

A utilização de medicamentos à base de progesterona podem provocar o mesmo fenómeno. Adicionalmente, o estrogénio (outra hormona sexual) aumenta os efeitos da progesterona sobre o útero. Medicamentos que contêm alguma destas hormonas são por vezes usados para tratar certos problemas do sistema reprodutor. 

Como é que as bactérias chegam ao útero? 

O cérvix é a porta de entrada do útero. Ele está quase sempre fechado, abrindo no estro. Quando está aberto, as bactérias que se encontram normalmente presentes na vagina podem entrar no útero muito facilmente. Se o útero estiver normal, o ambiente é adverso para a sobrevivência das bactérias. No entanto, quando a parede uterina está espessada e quística existem as condições ideais para o crescimento bacteriano. Além disso, quando estas circunstâncias anormais se verificam os músculos do útero não conseguem contrair-se convenientemente. Isto significa que as bactérias que entram no útero não podem ser expulsas. 

Quando ocorre? 

A piómetra pode ocorrer em cadelas de qualquer idade após o primeiro cio. No entanto é mais comum em cadelas mais velhas. Após vários anos de ciclos éstricos sem gestação começam a ocorrer na parede uterina as alterações que favorecem esta doença. 

O momento típico para o aparecimento de piómetra ocorre 1 a 2 meses após o estro. 

Quais são os sintomas duma cadela com piómetra? 

Os sinais clínicos variam consoante o cérvix se encontre fechado ou aberto. Se estiver aberto, o pús acumulado no útero drenará para o exterior, notando-se um corrimento de aparência variável na vagina, na pele e pelo sob a cauda e até nos locais onde a cadela se tenha sentado ou deitado. Podem ainda notar-se febre, letargia, anorexia e depressão. 

Se o cérvix estiver fechado o pús que se forma não é drenado para o exterior. Acumula-se no útero, causando distensão abdominal. As bactérias libertam toxinas que são absorvidas para a circulação. Nestes casos, as cadelas normalmente ficam gravemente doentes em pouco tempo. Perdem o apetite e ficam apáticas e deprimidas. Podem ocorrer vómitos e diarreia. 

As toxinas bacterianas afectam a capacidade renal de filtrar e reter os fluídos. A produção de urina aumenta e as cadelas bebem água em excesso para compensar as perdas renais. Isto ocorre tanto nas piómetras abertas como nas fechadas. 

Como é diagnosticada? 

Uma cadela de aparência doente que beba demasiada água e não tenha sido esterilizada é sempre suspeita de sofrer de piómetra. Isto é especialmente válido se o abdómen estiver aumentado ou houver descarga vaginal. As cadelas com piómetra têm uma elevação marcada dos glóbulos brancos e das globulinas (um tipo de proteína produzida pelo sistema imunitário) no sangue. A densidade da urina é muito baixa devido aos efeitos tóxicos das bactérias sobre os rins. No entanto, todas estas alterações podem estar presentes em qualquer animal com uma infecção bacteriana grave. 

Se o cérvix estiver fechado pode realizar-se uma radiografia para identificar o útero aumentado. Se o cérvix estiver aberto, o aumento do volume uterino não é normalmente suficiente para que a radiografia seja conclusiva. A realização de uma ecografia é de grande utilidade na identificação de um útero aumentado e na sua distinção de uma gravidez normal. 

Como é tratada? 

O tratamento de eleição consiste na remoção cirúrgica do útero e dos ovários. Este procedimento chama-se ovario-histerectomia (esterilização). No entanto, a maioria dos pacientes está gravemente doente e a cirurgia não é tão rotineira como numa cadela saudável. Geralmente é necessário estabilizar o paciente através da administração de fluidoterapia intravenosa antes e após a cirurgia. Adicionalmente, é realizada antibioterapia durante 1 a 2 semanas. 

A minha cadela é uma reprodutora valiosa. É possível tratá-la sem a esterilizar? 

Existe uma abordagem médica ao tratamento da piómetra. As prostaglandinas são um grupo de hormonas que diminuem os níveis sanguíneos de progesterona, promovem o relaxamento e abertura do cérvix e a contracção do útero de modo a expelir as bactérias e o pús. Podem usar-se para tratar esta doença, mas nem sempre este tratamento é bem sucedido e existem algumas limitações importantes à sua utilização: 

1. Causam os seguintes efeitos secundários: agitação, respiração acelerada, náusea, vómito, defecação, salivação e dor abdominal. Estes efeitos manifestam-se cerca de 15 minutos após a injecção e duram algumas horas. Tornam-se progressivamente mais ligeiros com cada injecção subsequente e podem ser reduzidos passeando a cadela durante 30 minutos após a injecção.

2. Não ocorrem melhoras clinicamente relevantes nas primeiras 48 horas e por isso as cadelas que se encontrem severamente doentes são más candidatas a este tratamento.

3. Como provocam a contracção do útero, existe o risco de ruptura da parede uterina e disseminação da infecção para a cavidade abdominal. Isto é particularmente provável quando o cérvix se encontra fechado. 

Existem alguns dados estatísticos importantes que deve conhecer acerca desta forma de 
tratamento: 

1. A taxa de sucesso no tratamento de piómetra aberta é de 75-90%. 
2. A taxa de sucesso no tratamento de piómetra fechada é de 25-40%. 
3. O risco de recidiva da doença é de 50-75%. 
4. As hipóteses de sucesso num cruzamento subsequente são de 50-75%. 

O que acontece se nenhum dos tratamentos anteriormente descritos for realizado? 

As hipóteses de sucesso num tratamento de piómetra sem recurso à cirurgia ou à administração de prostaglandinas são extremamente baixas. Se o tratamento adequado não for realizado rapidamente os efeitos tóxicos bacterianos serão fatais. Se o cérvix estiver fechado é possível ocorrer a ruptura do útero, disseminando-se a infecção à cavidade abdominal e estabelecendo-se uma peritonite. Isto também será fatal.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Dermatite Alérgica Causada por Pulgas - DAP



Existem cerca de 2000 espécies de pulgas no mundo. Mas, uma espécie preocupa
mais os proprietários de animais : "felis ctenocephalides " - a pulga dos
animais de estimação.
O gato pode adquirí-la passeando na rua ou no próprio
quintal, prédio ou carro onde possa ter acesso a outros animais, visto que as
pulgas são capazes de pular até 30 cm. Não precisa haver um contato
direto.
As pulgas são hematófagos, isto é, alimentam-se do sangue das pessoas
ou dos animais os quais estejam parasitando, causando na ocasião dessa
alimentação, irritação na pele, provocando coceira, porque injetam sua saliva
para o sangue não coagular ( anticoagulante ) e, esta saliva é que provoca a
coceira.
Além de provocarem coceira, as pulgas transmitem vermes, parasitas
sangüíneos e podem induzir a processos alérgicos, prejudicando a qualidade de
vida dos animais domésticos.
A fêmea da pulga deposita seus ovos no animal e,
como não se fixam, caem no ambiente onde apenas dependem da temperatura e da
umidade para eclodirem em larvas, num período de até 10 dias. Em 5 a 11 dias
formam um casulo, onde ocorre a forma de pupas que, podem transformar-se em
pulgas adultas se houver animais ou pessoas no ambiente. Caso contrário, as
pulgas podem permanecer no casulo por até 140 dias. O ciclo de vida completa-se
em 3 a 4 semanas e as pulgas vivem no animal por mais de 100 dias.

Os
gatos são vítimas de um parasita sangüíneo chamado hemobartonella felis,
transmitido pela picada da pulga, causando a doença denominada hemobartolenose,
que causa uma anemia que pode tornar-se crônica.
A dermatite alérgica por pulgas ( DAP ) é a doença
dermatológica
veterinária mais comum no mundo.
As pulgas que
transmitem larvas de tênia , causam anemia e reações alérgicas em alguns gatos,
concentram-se no pescoço e na base da cauda - regiões mais quentes do
corpo.

O objetivo do controle de pulgas é eliminar as pulgas adultas em
todos os animais da casa tanto quanto pulgas imaturas no ambiente. O melhor
método abrange medidas mecânicas, físicas e químicas. Tapetes, carpetes, camas,
etc. devem ser aspirados. A cama do animal deve ser lavada.
Existe uma grande
variedade de produtos químicos que podem ser usados no ambiente e nos animais e,
cada um tem sua indicação específica - produtos esses receitados pelo médico
veterinário.
É preciso controlar as pulgas mantendo a higiene no ambiente em
que o gato vive, para evitar a reinfestação.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Miiase ou Bicheira




Uma das afecções mais comuns nesta época do ano são animais que vem ao nosso
hospital com feridas profundas, mal cheirosas
e as vezes de Grande extensão. Quando olhamos o
interior DA lesão podemos ver várias larvas de cor branca se
movimentando. Na verdade estas larvas de mosca varejeira estão
se alimentando do tecido (carne) do animal.

Moscas varejeiras






Moscas varejeiras colocam OS ovos em feridas abertas de
animais ou do homem. Em alguns casos, as larvas alimentam-se de tecido em
decomposição ou supuração, mas na maioria das vezes atacam tecidos vivos
causando o que chamamos de miíase ou
bicheira.

Daí a importância de qualquer ferimento na pele, ouvido,
olhos, boca, reto, prepúcio e vagina de cães e gatos serem limpos e curados até
2 vezes ao dia.

Esta mosca está presente em toda a cidade e quem pensa que
porque mora em apartamento está livre delas, está enganado.

Ela deposita na beirada DA ferida do animal OS ovos (
aspecto branco e cheio de micro casulos) que em questão de horas já se tornaram
larvas e infestam o animal.

O tratamento é a retirada das larvas, limpeza DA ferida
diária até a cicatrização DA ferida e medicação oral. Precisamos encontrar a
causa primária do problema, ou seja, porque o animal tinha esta ferida que
atraiu a mosca, e tratá-la.

A cura pode levar dias ou semanas para a cicatrização total.

Observação: muitas pessoas antigamente tratavam
bicheira com creolina o que acabava
intoxicando o animal, criando uma queimadura química e piorando muito o processo
podendo até mesmo causar a morte deste.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sarna

São doenças parasitárias de pele que se consideram sob o nome de "sarna", sendo doenças contagiosas, pruriginosas, transmitidas aos animais e eventualmente ao homem através do contacto directo com ácaros que são parasitas microscópicos.algumas ocorrendo exclusivamente em animais, outras tanto em animais como no homem, da qual é exemplo a Escabiose (sarna sarcóptica).
Nos gatos é denominada Sarna Notoédrica (Notoedris Cati). É altamente contagiosa entre gatos.

A sarna sarcóptica ( Sarcoptes Scabiei.)é uma dermatite muito freqüente e além de e é também contagiosa, sendo que a demodécica não é contagiosa.

A sarna demodecica ( demodex canis) é causada por um ácaro que se aloja na base dos folículos pilosos e nas glândulas sebáceas.
Caso não seja devidamente tratada, além de causar queda de pêlos generalizada, pode levar à morte, pela infecção secundária que se estabelece na pele do animal causada por entidades patogénicos encontradas inclusive na terra ou pelagem dos próprios animais, agravada ainda pela comichão intensa que provoca, levando a escoriações causadas pelas unhas do próprio animal.
A sarna demodecica não é contagiosa para o homem, não havendo necessidade de maiores cuidados por parte das pessoas que com o animal doente tenham tido
contacto. Porém, é altamente contagiosa para outros cães ou gatos que com o mesmo convivam, até de forma indirecta, através de panos ou objectos infectados.
A sarna sarcóptica é transmissível ao homem.

Os ácaros causadores das sarnas preferem regiões com poucos pelos
(especialmente o pavilhão auricular e o abdómen.). Uma vez no hospedeiro (o cão), as fêmeas cavam galerias debaixo da pele, por onde põem seus ovos, que se tornam larvas; estas alimentam-se da epiderme.
Os ácaros penetram na camada mais profunda da epiderme, denominada germinativa, responsável pela regeneração da pele, perfurando-a e revestindo-a com queratina, fazendo com que se crie uma parede cornificada, provocando
assim esfoliação das camadas superiores. Novas camadas de camada córnea são geradas em reação defensiva frente aos ácaros, Como resultado há uma maior vascularização da epiderme com consequente rubor e calor, que se detecta como uma inflamação.
Os parasitas carregam consigo germes que são os causadores das infecções secundárias que se estabelecem no local, e que põe em alerta as defesas naturais do organismo do cão, que passa a combater não apenas um invasor parasita, mas também a bactéria ou fungo, o que complica ainda mais o quadro clínico.
É extremamente importante que a doença seja diagnosticada rapidamente para que haja um combate mais eficaz do parasita e de suas larvas.
O ácaro da sarna, principalmente sarcóptico, causa intenso prurido ao escavar a pele; esta seca, engrossa e enruga-se.Formam-se crostas nas áreas afectadas. As lesões aparecem primeiro na cabeça, em torno dos olhos, orelhas e
focinho; daí estende-se pelas costas, abdómen e patas.
O ácaro demodécico pode causar diversas lesões, desde pequenas plaquetas em torno dos olhos; sendo essas sanguinolenta ou purulenta, a pele fica congestionada e com pigmentação escura de intensidade variável.
Diagnóstico:
O diagnóstico deve ser feito por um veterinário através do exame clínico do cão, a partir da análise das substâncias encontradas na pele do animal. Muitas vezes é preciso que haja um exame mais elaborado para se determinar o diagnóstico final.
O tratamento deve ser personalizado, ou seja, específico para cada caso.

O mais importante neste caso é não seguir nenhum tratamento por orientação de leigos para não prejudicar a evolução clínica e a eficácia do trabalho do seu médico-veterinário assistente

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Que vacina Você esta usando em seu amigo de quatro patas ?

Hj vamos falar sobre as vacinas. Vacinas éticas, que são as vacinas que somente os MÉDICOS VETERINÁRIOS podem adquirir e as vacinas não éticas, que são feitas por pessoas sem preparo para tal.
Através da vacina, o sistema de imunológico do animal produz determinados anticorpos rapidamente. A vacina contém vírus, mortos ou inativados, que NÃO causam a doença, mas ensinam o organismo a se defender dela.
AS vacinas são chamadas de éticas quando são vendidas somente para profissionais capacitados, ou seja, para o médico veterinário. As chamadas “vacinas éticas” são produzidas por multinacionais e vendidas apenas para profissionais veterinários que têm o conhecimento de como armazenar o produto e em que condições aplicá-lo. A eficácia dessas vacinas é comprovada.
As “vacinas não éticas”, por sua vez, podem ser vendidas para lojas ou pet shops. Por esse motivo, elas são aplicadas até mesmo nos balcões desses estabelecimentos, por vendedores ou funcionários. Como saber o caminho percorrido por essa vacina antes de ser aplicada em seu animal? Será que ela foi mantida o tempo todo na temperatura ideal? Será que o cão estava em condições de saúde ideais para receber a imunização naquele momento? A eficácia desse tipo de vacinação, feita sem a supervisão de um veterinário, é discutível e não há garantias de que seu animal estará protegido.
Concorda comigo que se uma vacina não ética fosse eficaz, ela não seria vendida pra qualquer pessoa? Como o balconista da casa de ração .
Concorda que somente um médico veterinário que estudou 5 anos em período integral sabe te dizer se seu animal está apto a tomar a vacina?
Vc sabia que se o seu animal estiver com uma doença pré existente, e não for identificada por uma pessoa sem preparo, ao tomar a vacina ele pode desenvolver a doença?
Agora me responda, você arriscaria a saúde do seu animal?
Muitas pessoas não gostam do termo q estou usando. Ético e não ético. Mas, para mim ética está acima de tudo. Não acho justo uma pessoa que não tem estudo aplicar ou medicar um animal. Eu não medico humanos. Não sou médica de humanos. Não estudei para isso. Assim como não dou palpite pro mecânico do meu carro ou para o engenheiro que constrói um prédio. Cada um tem seu conhecimento e cada um sabe usá –lo da forma que é mais conveniente.
Arriscar a saúde do seu animal por alguns reais de diferença, para mim não é sinal de economia. Com seu animal não imunizado corretamente, você poderá gastar muito mais se ele desenvolver uma doença ou até perdê- lo. Pense nisso.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Principais espécies de carrapatos encontrados em cães no Brasil



No mundo todo existe um grande número de
espécies de carrapatos adaptados a se alimentar
de sangue de répteis, aves e mamíferos, e conseqüentemente os cães são alvos
freqüentes de carrapatos. No Brasil encontram-se dois gêneros parasitando os
cães: Rhipicephalus e Amblyomma. Cada grupo com características distintas de biologia e medidas de controle.
O ciclo-de-vida dos carrapatos, independentemente da espécie, possui três estágios: larva, ninfa e adulto. O ato de se alimentar de sangue (hematofagia) ocorre necessariamente em todos os estágios e a muda (ou ecdise), processo pelo
qual a proteção externa (exoesqueleto) é substituída com a finalidade de permitir o crescimento do corpo, ocorre fora do corpo do cão, ou seja no ambiente (solo, frestas, etc). Portanto em cada fase da vida o carrapato precisa se desprender do cão, cair no solo, se diferenciar no estágio seguinte e novamente subir no hospedeiro.

O carrapato Rhipicephalus sanguineus
é a única espécie do gênero que conseguiu se estabelecer nas Américas e são parasitas primários
de cães. Eles são carrapatos com origem na região Afrotropical e vieram junto com os animais domésticos na época da colonização.

Atualmente são encontrados em todas as regiões zoogeográficas do mundo, sendo vetores naturais das doenças Babesiose canina e Erliquiose canina, causadas respectivamente pelas bactérias Babesia canis e Ehrlichia canis.
Uma das principais características dessa espécie é o hábito de permanecer constantemente nos abrigos como ninhos, tocas e buracos freqüentados pelos canídeos. No ambiente urbano esses carrapatos conseguiram se adaptar
perfeitamente, utilizando-se de frestas de muros, canis, casinhas e buracos em paredes para abrigar as fases não-parasitárias. No ambiente rural podem ser encontrados geralmente próximos ao local que serve de dormitório para o cão.
O controle dessa espécie compreende a aplicação de produto carrapaticida no animal e a aplicação de produtos domissaniantes no ambiente onde o cachorro é abrigado. A não utilização de medidas profiláticas e curativas em ambientes infestados com R. sanguineus pode propiciar, além das doenças anteriormente descritas, sérios problemas no animal como anemia, irritação local, dermatite e coceira

DÚVIDAS FREQUENTES
1.Os carrapatos dos cães podem transmitir a febre maculosa?
As principais espécies de carrapatos que estão envolvidas na transmissão da bactéria da Febre Maculosa são: Carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) e Carrapato-amarelo-do-cão (Amblyomma aureolatum). O Carrapato-estrela, como dito no texto, é encontrado principalmente em cavalos e capivaras, sendo os cães parasitados acidentalmente. Já em relação ao Carrapato-amarelo-do-cão pode-se dizer que em algumas áreas os cães são os hospedeiros primários de sua fase adulta, tendo um importante papel na disseminação e manutenção desta espécie em áreas como na periferia da cidade de São Paulo.
Por isso sempre faça uma vistoria em seu cão em busca de eventuais carrapatos. E mais um lembrete os carrapatos tem que se infectar com a bactéria para ter a chance de transmitir a Febre Maculosa, por isso não são todos os indivíduos de uma população de carrapatos que estão infectados.
2. Cães podem ser vítima desta doença?
Sim, os cães podem ser vítimas de Febre Maculosa, pois são hospedeiros acidentais, como O homem, sendo os reservatórios alguns animais silvestres como por exemplo roedores.
Os sintomas desta doença nos cães são: febre, falta de apetite, vômitos, manchas na mucosa, conjuntivite, diarréia, perda de peso e desidratação. Geralmente os cães conseguem superar a doença e ficam imunes a estas bactérias.
O cão não transmite Febre Maculosa.
3. Moro em apartamento e meu cão nunca sai de casa. Mas descobri carrapatos nele. Como é possível isso?
O seu cão, mesmo nunca saindo do apartamento, pode ser infestado por carrapatos da espécieRhipicephalus sanguineus provenientes de cães de apartamentos vizinhos.
Nas fases não-parasitárias estes carrapatos procuram locais escuros para se abrigar e tem o comportamento de subir paredes e muros, sendo difícil encontrá-los no chão.
Entretanto neste caso, pior do que uma infestação de carrapatos e deixar um cão preso no apartamento e sem contato com outros animais, ambientes e pessoas.

4.Existe perigo dos carrapatos dos cães transmitirem doenças aos homens? A babesiose é transmitida ao homem?
De todas doenças descritas no texto a única que pode ser transmitida ao homem é a Febre Maculosa, onde o cão e o homem são hospedeiros acidentais. Portanto em um passeio pela mata em uma área endêmica de Febre Maculosa você tem as mesmas chances que o seu cachorro de entrar em contato com um carrapato do gênero Amblyomma contaminado com a bactéria Rickettsia. Não existem relatos de Babesiose canina e a Erliquiose canina no homem.
5. Na minha casa os carrapatos estão subindo pelas paredes! Qual é o método mais eficiente de eliminar os carrapatos do ambiente? O que é a vassoura-de-fogo?
O melhor método de combate ao carrapato Rhipicephalus sanguineus é a adoção de estratégias ao mesmo tempo no ambiente e no animal. Produtos carrapaticidas de uso tópico ou spray devem ser usados nos cães com a frequência recomendada pelo fabricante do produto. Para o ambiente deve ser usado produtos a base de piretróides nos locais frequentados pelos cães. Esta aplicação no ambiente só deve ser realizada por empresas de controle de pragas. No ambiente externo pode ser utilizado vassoura-de-fogo que consiste de um maçarico cuja função é esterilizar toda área onde possa conter carrapatos ou outros parasitas, tendo como principal vantagem não contaminar o ambiente com substâncias tóxicas,entretanto não tem ação preventiva.
6. A Erliquiose e a Babesiose tem cura?
Segundo a literatura um cão pode ser curado de Babesiose.
Entretanto um cão doente com
Ehrlichiose
mesmo depois de tratado pode voltar a ter sintomas caso tenha uma
deficiência imunológica decorrentes de stress ou doenças intercorrentes.